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Anemia Infecciosa Equina AIE / Mormo

A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença infecciosa, provocada por um RNA vírus do gênero Lentivírus, da família Retrovírus. É transmitida por meio do sangue e/ou excreção de um animal infectado, através da picada de insetos hematófagos ou por agulhas, arreios, leite, placenta (transmissão congênita), sêmen (acasalamento), etc. Uma vez o animal infectado, torna-se portador permanente, podendo apresentar ou não os sinais da doença (forma aguda, subaguda, crônica, latente), constituindo-se numa fonte de infecção, para outros equinos. A AIE não tem cura! Considerada AIDS dos Equídeos. A Instrução Normativa nº 45, de 15 de Junho de 2004, do MAPA, aprova as Normas para a Prevenção e o Controle da Anemia Infecciosa Equina, indicando o método diagnóstico de Imunodifusão em Gel de Agar como Oficial.

O Mormo é uma doença bacteriana causada por Burkholderia mallei, é uma zoonose, sendo considerada uma das mais antigas doenças que acometem os equídeos. A bactéria causa lesões primárias nas vias respiratórias, cutânea e na cadeia linfática adjacente. No Brasil, a Instrução Normativa n° 24, de 05 de abril de 2004, do MAPA preconiza como diagnóstico oficial do mormo a prova sorológica de Fixação de Complemento (FC) e teste imunoalérgico da Maleína, como confirmatório. 

O Centrovet desde 2004 foi credenciado pelo Ministério da Agricultura para realizar estes dois métodos de diagnóstico, contribuindo assim para uma melhor sanidade Equina no nosso Estado.

Como coletar e enviar ao Laboratório:    

Conforme a Portaria n° 84, de 19/10/1992, as amostras só podem ser processadas se:

  • A amostra deve ser colhida por médico veterinário inscrito no conselho regional da respectiva UF para AIE e ter cadastro no MAPA para Mormo.
  • Resenho – preenchimento de todos os campos de forma legível, com o preenchimento dos sinais nos desenhos gráficos, em três (três) vias e devidamente assinada e carimbada pelo Médico Veterinário. O laboratório fica proibido de receber requisições de exames com dados incompletos ou faltosos;
  • Nomeação de Portador – obrigatório quando a entrega das amostras não for feita pelo próprio Médico Veterinário. A nomeação é feita para pessoa física e jurídica seguindo o modelo apresentado nas portarias n° 84 e na Portaria n° 7 de 19/01/1995.
  • Declaração e tarjeta de Contraprova – de preenchimento obrigatório.

As amostras devem chegar:

  • Obrigatoriamente refrigeradas;
  • Devidamente identificadas;
  • Acondicionadas em caixas isotérmicas;
  • Acompanhadas de gelo ou baterias térmicas (gelox).
  • Livres de contaminação e coletadas até sete dias.

O prazo para conclusão dos exames é de 48h após o início das análises e o resultado é emitido na própria requisição e a validade é de 60 dias. É importante salientar que os veterinários devem programar as coletas de modo a obedecer a este tempo do exame,  não  prejudicando  o  ingresso  de  animais  em  leilões  e exposições. Sugerimos enviar as amostras ao laboratório com no mínimo quatro dias antes do evento, pois às vezes o laboratório precisa repetir o exame para uma segurança na emissão dos resultados.

A solicitação e a realização dos exames para diagnóstico dessas doenças são procedimentos que só podem ser desenvolvido em conformidade com as legislações vigentes. Abaixo seguem algumas:

  • A AIE  é  regulamentada  pela  Instrução  Normativa  Nº  45  de  15  de  Junho  de  2004  do Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento (MAPA). 
  • A interpretação da prova de AIE é descrita pela portaria nº 84, de 19 de outubro de 1992 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
  • O Mormo é regulamentado pela Instrução Normativa n° 24, de 05 de abril de 2004 do Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento (MAPA).
  • A Instrução Normativa nº 12, de 29 de janeiro de 2004 - Estabelece os requisitos de qualidade para o credenciamento e monitoramento de laboratórios para diagnóstico sorológico do mormo por meio da técnica de fixação do complemento, com seus respectivos procedimentos e anexos.
  • A Instrução Normativa nº 57, de 11 de dezembro de 2013 - Estabelece os critérios e requisitos para o credenciamento e monitoramento de laboratórios pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), na forma da presente instrução normativa e define que os laboratórios credenciados pelo MAPA integram a rede nacional de laboratórios agropecuários do sistema unificado de atenção à sanidade agropecuária.

A responsabilidade legal pela veracidade e fidelidade das informações prestadas na requisição é do Médico Veterinário requisitante, portanto é de suma importância o veterinário coletar a(s) amostra(s), identificá-la(s) preencher a(s) requisição (ões) de forma completa e permitindo a identificação do animal e a propriedade onde ele se encontra.

O papel dos veterinários de campo é fundamental na contenção e no combate ao Mormo e AIE. Cabe a nós a vigilância através da exigência de atestados, guias e exames comprobatórios da sanidade dos animais especialmente aqueles provenientes de áreas afetadas. O veterinário de campo deve ser o agente colaborador dos serviços de defesa oficiais preenchendo as requisições de exame corretamente e completamente e acima de tudo, em caso de suspeita, a notificação deve ser imediata.